quinta-feira, novembro 18, 2010
Bairrada na Selecção do Mês da Revista de Vinhos
Cinco vinhos produzidos na Bairrada figuram este mês na selecção de néctares que a Revista de Vinhos apresenta na sua mais recente edição, nas "Novidades". Recebem classificações que variam entre os 17,5 e os 15,5 valores.
A primeira sugestão, na "Selecção do Mês" é o vinho branco Campolargo 2009, produzido por Manuel dos Santos Campolargo . É um dos Bairrada melhor classificados nesta selecção, recebendo um 17,5.
Este branco, "feito com cercial (85%), é descrito como detentor de "grande finura e elegância, muitas notas citrinas (toranja, lima) e minerais, delicado, fresco, com acidez perfeitamente integrada, longo, especiado, tudo com muita classe." Vem referenciado com um preço de 17 euros.
Também com 17,5 valores é apresentado o vinho tinto Sidónio de Sousa Bairrada Garrafeira 2005. É "um vinho que impressiona no aroma complexo e profundo, elegante no seu classicismo." O preço apresentado situa-se nos 16 euros.
Nas novidades ao nível dos espumantes, a única referência apresentada nesta edição é um vinho produzido na Bairrada, o São Domingos Espumante Extra Bruto, das Caves do Solar de São Domingos .
A prova revela um vinho "muito citrino no aroma, lima, casca de limão." A nota publicada revela ainda "bolha fina, boca frutada com acidez incisiva, final longo e seco, tudo muito equilibrado e limpo." É por tudo isto "um espumante bastante indicado para a refeição."
A Revista de Vinhos avalia-o com um 15,5. Quanto ao preço, ronda os 6,20 euros.
Cinco vinhos da região destacados nas "Novidades"
Dois néctares produzidos pelas Caves São João encerram a lista de vinhos produzido na região que a Revista de Vinhos destaca este mês. Um deles, o Frei João Bairrada Reserva Branco 2009, é apresentado na secção das novidades ao nível da Bairrada.
Este vinho branco tem "aroma fresco, notas citrinas e de barrica que conferem um carácter mais gordo, acrescido de vegetal seco." Apresenta ainda "boa acidez, médio de corpo, leve toque mineral." A nota de prova remata concluindo que "poderá evoluir bem em cave."
O Frei João Bairrada Reserva Branco 2009 recebe um 15,5 na prova. O preço de venda situa-se nos seis euros.
A fechar a lista, surge um outro vinho das caves São João com toque da Bairrada, o Caves São João Regional Beiras Reserva Tinto 2007. É feito com lote de baga da Bairrada com Touriga Nacional do Dão.
O resultado é um vinho que "apresenta boa complexidade aromática, combinado notas de barrica com ligeiro floral." Na boca é "fino", com "taninos firmes." É um vinho que também "pode evoluir bem em cave."
O preço por garrafa ronda os 7.50 euros. A nota atribuída é um 16.
in: bairrada-wines.com
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Melhores Espumantes da Bairrada vão ser premiados
Um prémio dedicado apenas aos espumantes Bairrada maioritariamente elaborados a partir da casta Baga é a grande novidade de mais uma edição do Concurso de Vinhos Espumantes Bairrada, que a Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) acaba de anunciar.
A quarta edição do concurso está marcada o princípio do próximo ano, voltando a premiar uma vez mais os melhores vinhos espumantes com denominação Bairrada, à semelhança do que já aconteceu em 2004, 2006 e 2007. A CVB informa ainda que inscrições para o IV Concurso de Vinhos Espumantes Bairrada "serão abertas oportunamente."
A criação de um prémio específico para os espumantes produzidos maioritariamente a partir da casta Baga "tem como base a importância da Baga na região da Bairrada", explica a CVB. Nos últimos anos "têm vindo a crescer, não só o número de vinhos espumantes com casta Baga premiados, como também a quantidade certificada de espumante que contém a referida casta."
"Mais antiga e importante região de espumantes do país"
A CVB lembra que "a Baga é a mais flexível das castas regionais e substitui, com competência comprovada, a casta francesa Pinot-Noir, pela persistência de bolha e cremosidade. É vindimada antes da época própria para vindimar tintos e vinificada em branco, pelo que não transporta a sua cor tinta para o vinho de base. Este processo - produção de espumante branco produzido a partir de uvas tintas - é também adoptado na região de Champagne com a casta tinta francesa Pinot-Noir, que leva à criação dos celebérrimos 'blancs de noirs'."
Recorde-se que a "Bairrada é a mais antiga e importante região de espumantes do país", onde "desde 1890, que se produzem espumantes pelo método clássico." A produção de espuma "é feita de forma natural, recorrendo à mesma técnica de Champagne, que resulta numa bolha muito fina e persistente, e uma belíssima cremosidade na boca."
Estas características são "fruto do estágio de nove meses que a Denominação Bairrada impõe, antes da colocação no mercado, bem como das castas seleccionadas."
Chardonnay, Baga e as regionais Bical, Cercial, Arinto e Fernão-Pires, conhecida na Bairrada como Maria Gomes são hoje, tal como no século XIX, as castas utilizadas neste tipo de vinhos.
in: bairrada-wines.com
terça-feira, novembro 16, 2010
Dia do Enoturismo foi celebrado com Mostra de Vinhos na Mealhada
Cerca de meia centena de pessoas celebraram com os produtores do concelho da Mealhada o Dia do Enoturismo, no passad
o domingo, dia 14, na destilaria do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV). Ontem, segunda-feira, foi a vez dos agentes económicos locais, nomeadamente empresários da restauração, conhecerem melhor os néctares da região, entre eles alguns novos vinhos.A iniciativa organizada pela Câmara Municipal, Associação Maravilhas da Mealhada e Associação Portuguesa de Municípios do Vinho pretendia assinalar o Dia Europeu do Enoturismo (14 de Novembro), com uma apresentação dos vinhos produzidos no concelho.
Vinhos brancos, tintos, espumantes, das mais variadas castas e de diferentes anos, foram saboreados durante a iniciativa.
E houve mesmo quem já apresentasse vinhos de 2010. "Este é um branco novo, bical, de 2010. Um Encosta de Mouro. É um vinho jovem, muito frutado, que vai ao encontro daquilo que o consumidor quer. Aqui, teve muita aceitação", avançou Rui Fernandes, da Adega Cooperativa da Mealhada, que apresentou mais dois tintos que vão ser comercializados em Dezembro e ainda, referiu com orgulho, "o primeiro espumante feito na adega da Mealhada"."Excelente oportunidade para todos trocarmos opiniões"
"Para o ano também já vamos apresentar vinhos novos", adiantou Pedro Silva Seabra, da Seabra & Seabra, que apresentou, entre outros, dois vinhos de 2009: um branco, Travessa Romana e um tinto, Alto da Marreca.
O produtor realçou a importância deste tipo de iniciativas de promoção e lembrou que os vinhos da Mealhada e, em geral, da Bairrada, estão novamente em ascensão. Uma opinião partilhada por Rui Fernandes, que acrescentou: "Nota-se uma maior diversidade de vinhos produzidos. A qualidade dos vinhos da Bairrada subiu muito".
Dos variados vinhos que as Caves Messias apresentaram no evento, José Cunha, da empresa, realça o espumante Quinta do Valdoeiro, Baga + Chardonnay 2009. "É feito com castas
de uva tinta e por isso apresenta uma cor ligeiramente rosada. Até lhe chamamos um branco de uva tinta", revelou, adiantando que o espumante "já está no mercado há alguns anos e tem tido bastante aceitação".A empresa apresentou ainda mais dois tintos (um Quinta do Valdoeiro Syrah de 2008 e um Quinta do Valdoeiro Doc Tinto de 2007 ) e um branco (Bairrada Messias de 2009).
José Cunha elogiou o evento, por ser "importante para a divulgação dos vinhos produzidos no concelho". "É uma maneira prática e bastante directa de apresentar os
vinhos, nomeadamente aos agentes económicos, aos restaurantes. Para além de ser uma excelente oportunidade para todos trocarmos opiniões", afirmou o representante das Caves Messias. "Possibilitar que os oito produtores aderentes conversem uns com os outros. Só isso já é positivo", concordou António Selas, produtor de vinho do concelho da Mealhada.Oito produtores reunidos na mostra
António Selas levou quatro vinhos à mostra de celebração do Dia Europeu do Enoturismo. Três de "primeiro preço" (dois espumantes e um tinto) e o espumante Milheiro Selas, de nível superior, de 2005. "Este pretende ser um espumante para beber e pensar um pouquinho. Tem três castas, uma delas o Chardonnay, que fermenta em madeira e tem por isso características diferentes. Está há quatro anos em garrafa. É um espumante invulgar", referiu o produtor, defendendo que o truque "é tentar ser diferente". "A aposta deve ser em fazer vinhos bons e se possíveis diferentes. Porque bons eles são todos, por isso devemos apostar na diferença", concluiu.
No evento estiveram presentes os oito produtores do concelho, sendo eles a Adega Cooperativa da Mealhada, António A. Coelho Selas, Seabra & Seabra, Manuel Ferreira da Silva, Quinta do Carvalhinho, Quinta do Azinhal, Jorge Manuel Ferreira Rama e Sociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias.
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Vinhos Bairrada "Altamente Recomendados" pela Wine
São exemplos de "excelência que merece ser recomendada" os dois vinhos Bairrada que figuram nas selecções da revista " Wine - A Essência do Vinho" de Novembro como "Altamente Recomendados."
Manuel dos Santos Campolargo e Quinta de Baixo são as duas casas produtoras de vinho da Bairrada com produtos destacados, ambos com uma classificação de 17,5 valores.
Vinha da Costa 2007 é o néctar, com o carimbo Campolargo, distinguido. Este tinto Bairrada é "um vinho para a mesa... e para a cave", assegura a Wine. A sua cor é "granada" e o aroma "complexo, atractivo, com fruto maduro, especiarias e balsâmico", tendo uma "moldura aromática muito bem conseguida."
Já na boca "mostra balanço notável, proporç
ão das dimensões, muita frescura genuína, taninos vivos e aprumados e personalidade." O final é "longo, fresco e aromático."
A temperatura de consumo deste tinto situa-se nos 16ºC. Foram produzidas 1 480 garrafas e o preço por garrafa ronda os 23 euros.
O outro Bairrada destacado é também um tinto, o Quinta de Baixo Grande Escolha 2005 , "um vinho apurado e refinado." A cor é também "granada" e o "fruto de qualidade, fumado e complexidade que, embora discreta, é perceptível e de qualidade. " A Wine remata descrevendo que "na boca prima pela elegância e equilíbrio, pelo balanço milimétrico, personalidade e um final de categoria."
A temperatura de consumo também se situa nos 16ºC. O preço de cada uma das 5 500 garrafas produzidas ronda os 15 euros.
Manuel dos Santos Campolargo e Quinta de Baixo são as duas casas produtoras de vinho da Bairrada com produtos destacados, ambos com uma classificação de 17,5 valores.
Vinha da Costa 2007 é o néctar, com o carimbo Campolargo, distinguido. Este tinto Bairrada é "um vinho para a mesa... e para a cave", assegura a Wine. A sua cor é "granada" e o aroma "complexo, atractivo, com fruto maduro, especiarias e balsâmico", tendo uma "moldura aromática muito bem conseguida."
Já na boca "mostra balanço notável, proporç
ão das dimensões, muita frescura genuína, taninos vivos e aprumados e personalidade." O final é "longo, fresco e aromático."A temperatura de consumo deste tinto situa-se nos 16ºC. Foram produzidas 1 480 garrafas e o preço por garrafa ronda os 23 euros.
O outro Bairrada destacado é também um tinto, o Quinta de Baixo Grande Escolha 2005 , "um vinho apurado e refinado." A cor é também "granada" e o "fruto de qualidade, fumado e complexidade que, embora discreta, é perceptível e de qualidade. " A Wine remata descrevendo que "na boca prima pela elegância e equilíbrio, pelo balanço milimétrico, personalidade e um final de categoria."
A temperatura de consumo também se situa nos 16ºC. O preço de cada uma das 5 500 garrafas produzidas ronda os 15 euros.
Campolargo duplamente destacado nos "Para Guardar"
O mesmo Manuel dos Santos Campolargo surge uma vez mais em destaque nos vinhos do mês "Para Guardar" na garrafeira até ao "momento ideal para serem degustados", com duas referências. Um é branco e o outro tinto. Ambos recebem uma avaliação de 17 valores.
O vinho branco distinguido é o Campolargo 2009, um néctar "alongado e persistente", com "boa capacidade de cave." É apresentado como um vinho "amarelo", que "mostra nariz com garra e firmeza, de fruto maduro, marmelo, amêndoa amarga e mineral."
A Wine escreve ainda que tem "boa profundidade, revelando originalidade e complexidade." Este Bairrada, na boca, é "potente e firme", apresentando ainda uma "acidez de belo calibre."
O Campolargo 2009 deve ser apreciado entre 2010 e 2016, a uma temperatura de 1 1ºC. O preço de cada uma das 1 588 garrafas produzidas situa-se nos 18 euros.
O tinto destacado é o Campolargo Baga 2008, um "vinho 'à caça'", de "cor granada." Aquela publicação refere que "impressiona pela frescura aromática e imediata complexidade." Destaque para "as notas balsâmicas, matagal seco e fruta em compota. Um "'look' de austeridade perfeitamente controlado" é ainda dado por "alguma resina, casca de árvore."
A nota de prova remata salientando que é "coerente na boca, sem ceder ao seu estilo", para além de "seco, de taninos sólidos mas polidos e controlados." Termina com "final de belo efeito."
Este vinho tinto deve ser consumido entre 2010 e 2015, a uma temperatura de 16ºC. O preço anda na casa dos 10 euros. Foram produzidas 2 032 garrafas.
Espumante Quinta de Baixo 2007 é "Boa Compra"
A quinta referência à Bairrada na edição deste mês surge na secção destinada às "Boas Compras", onde são apresentadas "propostas de qualidade a preços convidativos." O destaque é dado novamente a um produto da Quinta de Baixo, desta feita um espumante.
O Quinta de Baixo bruto 2007 é apresentado como um "espumante todo-o-terreno" que vê a sua qualidade aqui reconhecida com uma avaliação de 15 valores. Este vinho "amarelo levemente dourado" apresenta "bolha fina, mostra maçã, folhagem de laranjeira e videira, surgindo notas de marmelo e suave panificação."
Na boca é "fresco e firme". A Wine refere ainda o "sabor bem agradável mas caindo relativamente cedo na profundidade."
O preço de cada uma das 34 000 garrafas produzidas situa-se nos 6,58 euros. Deve ser consumido a uma temperatura de 8ºC.
O mesmo Manuel dos Santos Campolargo surge uma vez mais em destaque nos vinhos do mês "Para Guardar" na garrafeira até ao "momento ideal para serem degustados", com duas referências. Um é branco e o outro tinto. Ambos recebem uma avaliação de 17 valores.
O vinho branco distinguido é o Campolargo 2009, um néctar "alongado e persistente", com "boa capacidade de cave." É apresentado como um vinho "amarelo", que "mostra nariz com garra e firmeza, de fruto maduro, marmelo, amêndoa amarga e mineral."
A Wine escreve ainda que tem "boa profundidade, revelando originalidade e complexidade." Este Bairrada, na boca, é "potente e firme", apresentando ainda uma "acidez de belo calibre."
O Campolargo 2009 deve ser apreciado entre 2010 e 2016, a uma temperatura de 1 1ºC. O preço de cada uma das 1 588 garrafas produzidas situa-se nos 18 euros.
O tinto destacado é o Campolargo Baga 2008, um "vinho 'à caça'", de "cor granada." Aquela publicação refere que "impressiona pela frescura aromática e imediata complexidade." Destaque para "as notas balsâmicas, matagal seco e fruta em compota. Um "'look' de austeridade perfeitamente controlado" é ainda dado por "alguma resina, casca de árvore."
A nota de prova remata salientando que é "coerente na boca, sem ceder ao seu estilo", para além de "seco, de taninos sólidos mas polidos e controlados." Termina com "final de belo efeito."
Este vinho tinto deve ser consumido entre 2010 e 2015, a uma temperatura de 16ºC. O preço anda na casa dos 10 euros. Foram produzidas 2 032 garrafas.
Espumante Quinta de Baixo 2007 é "Boa Compra"
A quinta referência à Bairrada na edição deste mês surge na secção destinada às "Boas Compras", onde são apresentadas "propostas de qualidade a preços convidativos." O destaque é dado novamente a um produto da Quinta de Baixo, desta feita um espumante.O Quinta de Baixo bruto 2007 é apresentado como um "espumante todo-o-terreno" que vê a sua qualidade aqui reconhecida com uma avaliação de 15 valores. Este vinho "amarelo levemente dourado" apresenta "bolha fina, mostra maçã, folhagem de laranjeira e videira, surgindo notas de marmelo e suave panificação."
Na boca é "fresco e firme". A Wine refere ainda o "sabor bem agradável mas caindo relativamente cedo na profundidade."
O preço de cada uma das 34 000 garrafas produzidas situa-se nos 6,58 euros. Deve ser consumido a uma temperatura de 8ºC.
in: bairrada-wines.com
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Gala de tributo ao espumante reuniu 180 convidados
Um total de 180 pessoas estiveram reunidas no último sábado, dia 13, numa noite de glamour e magia, de homenagem ao Espumante e à Bairrada. O palco foi o Palace Hotel da Curia (Anadia), o motivo foi a terceira edição da Gala do Espumante Bairrada .
Os vinte e sete espumantes escolhidos pelos associados da Rota da Bairrada foram a figura central da iniciativa. Adega Cooperativa de Cantanhede, Aliança - Vinhos de Portugal, Caves do Solar de São Domingos, Caves Primavera, Caves São João, Luis Pato, Manuel dos Santos Campolargo, Quinta da Mata Fidalga, Quinta de Baixo, Quinta do Encontro e Quinta do Ortigão foram os produtores cujos espumantes deram mais sabor ao menu preparado pelo chefe Carlos Pimentel.
Os participantes foram recebidos no Palace Hotel da Curia ao som de música Jazz dos Dixieland, acompanhada pelos espumantes rosés seleccionados. À espera dos convidados estavam charretes e carros antigos, que numa recriação da época, percorrem a avenida para se iniciar o cocktail de boas-vindas, servido no Espaço Bairrada, na antiga estação de caminhos-de-ferro da Curia. O violino fez as honras deste momento, e os convidados tiveram a oportunidade de saborear os oito espumantes rosés/baga.
O Jantar de Gala foi servido no Palace Hotel da Curia, com os apresentadores Augusto Seabra e Carla Neves fizeram as honras da casa. O chefe Carlos Pimental preparou para esta noite um menu de sabores outonais e de paladar bairradino, em homenagem ao espumante. Para entrada foi servido um aveludado de castanhas com faisão, acompanhado pelos onze espumantes brancos seleccionados.
Estes mesmos espumantes brancos acompanharam o prato de peixe: Robalo grelhado ao Bairrada Bruto, Puré de batata aromatizado ao manjericão e Confit de cebola e Baga. Seguiu-se um granizado de Bical como corta-sabores.
27 néctares degustados durante noite de glamour e magia
Oito espumantes tintos foram ainda apreciados pelos convidados, combinados com o prato de carne servido: um Lombo de Javali caramelizada ao Bairrada Tinto, Arroz de Bairrada Bruto Tinto e Feijão verde à portuguesa. Este momento foi acompanhado pelos oito espumantes tintos seleccionados.
Para sobremesa, acompanhada pelos espumantes brancos, um Chiffon de chocolate com pêra bêbada ao sabayon de Maria Gomes fez a delicia da noite.
Durante o jantar foram ainda distinguidos os novos associados da Rota da Bairrada, com a entrega de uma peça simbólica idealizada pelo ceramista Paulo Julio. Foram eles: Câmara Municipal de Águeda, Restaurante Espelho d'água, Hotel das Termas da Curia, Estalagem de Sangalhos e Adega Cooperativa de Cantanhede .
A noite teve também momentos de magia. Os convidados tiveram a oportunidade conhecer a magia de Mário Daniel, que numa interacção com os convidados mostrou alguns dos seus truques do programa "Minutos Mágicos", transmitido pela SIC.
No final do jantar, os participantes foram convidados a assistir ao espectáculo de dança contemporânea "Glamour", pela Companhia de Dança de Aveiro. Um espectáculo preparado para esta noite, para onde foram transportados toda a nobreza, sensibilidade, suavidade, requinte e delicadeza dos vinhos espumantes.
in: bairrada-wines.com
Adega de Cantanhede leva vinhos da Bairrada a Cabo Verde
Durante cinco dias, a Adega Cooperativa de Cantanhede vai levar os sabores dos vinhos da Bairrada até Cabo Verde, no âmbito da 14.ª Feira Internacional de Cabo Verde (FIC). Os cinco dias de certame arrancam já amanhã, dia 17, e prolongam-se até ao próximo domingo, dia 21. O palco é a Cidade da Praia, na Ilha de Santiago.
A Feira apresenta-se como uma oportunidade para dinamizar as exportações para este mercado que se encontra em crescimento, bem como uma oportunidade para conhecer e contactar empresários, associações empresariais e autoridades caboverdeanas.
No certame são esperados cerca de 180 expositores de diferentes sectores de actividade, e de diferentes países, entre eles cerca de meia centena de empresas portuguesas.
"A Adega Cooperativa de Cantanhede apresenta-se neste evento como o único produtor de vinho presente no certame", destaca esta casa sediada em Cantanhede, "o que lhe confere responsabilidade acrescida na sua permanente missão de promoção e valorização das castas portuguesas, particularmente as castas autóctones da Bairrada."
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sábado, novembro 13, 2010
Plano estratégico pedido para os vinhos da Bairrada
Uma estratégia para "fazer ressurgir o esplendor que a região já teve há alguns anos atrás" foi o que Victor Damião, presidente da Adega Cooperativa de Cantanhede desejou hoje (dia 13) para a Bairrada, durante o XVII Encontro Anual "O Dia do Associado" .
O presidente da direcção não tem dúvidas que a região "tem dos melhores ‘terroirs' do país para a produção de vinhos brancos e tintos e de espumantes de grande qualidade." O que parece faltar, e que "é urgente mesmo", é "desenvolver um plano estratégico de promoção desses nichos através das entidades vocacionadas para isso, tais como a Comissão Vitivinícola da Bairrada, a Rota da Bairrada, entre outros actores regionais, numa estreita ligação com entidades nacionais como a ViniPortugal, o IVV, o AICEP, etc."
Organização, estratégias e objectivos foram apontados como os elementos para que uma região possa ter sucesso. O caminho a seguir, acredita, passa por, num primeiro momento, "identificar com clareza os pontos fortes e os pontos fracos da região." Os pontos fortes devem ser então potenciados "com grande vontade e mesmo orgulho." Já para ultrapassar os pontos fracos é necessário "encontrar soluções."
Programa apoia Bairrada com 9 mil euros por hectare
Restruturação da vinha e promoção no mercado mundial são por sua vez as duas prioridades do Governos para este sector. O Secretário de Estado das Pescas e Agricultura, Luís Vieira, esteve hoje em Cantanhede a lembrar que nos últimos 10 anos já foram restruturados 40 mil hectares de vinha. Destes, cinco mil hectares foram na região das Beiras.
As previsões são que o número ascenda a 52/53 mil hectares até 2013. Para isso vão contribuir os programas de ajuda já existentes, como o programa Vitis. Luís Vieira lembrou que a ajuda dada à Bairrada é de cerca de 9 mil euros por hectare.
"Temos tido muita procura do Douro e da região dos vinhos verdes", salientou o Secretário de Estado, destacando que umas regiões "têm reagido melhor do que outras."
No que diz respeito ao português nos mercados internacionais, destaque para um aumento das exportações, que nos primeiros meses deste ano registaram uma subida de 12.9 por cento. De salientar que "já não é só o vinho do Porto que tem papel significante" a este nível.
"Cada vez exportamos menos vinho a granel", e "estamos a exportar vinhos engarrafados." Ainda que a quantidade da produção nacional não seja muito elevada, "temos vinhos de qualidade."
É com o objectivo de afirmar no exterior essa imagem de vinhos portugueses de qualidade que o Governo criou a marca Wines of Portugal (Vinhos de Portugal).
Luís Vieira confessou-se "satisfeito com os resultados alcançados neste sector." É afinal um "sector de excelência da agricultura portuguesa" e em que "melhorámos imenso" nos últimos anos.
Vinhos devem ir "ao encontro do que o consumidor actual deseja"
"Uma interessante jornada de convívio, formação e reflexão" foi o que a direcção da Adega Cooperativa de Cantanhede propôs aos associados no seu encontro anual. Mais do que discutir estratégias para o sector, a sessão serviu também para elucidar os associados sobre aspectos mais técnicos da viticultura.
Melhorar a viticultura praticada é a forma de "se conseguir boa matéria-prima, ou seja, boas uvas, sadias e no estado de maturação adequado", lembrou Victor Damião. O objectivo final é o de "melhorar cada vez mais a qualidade dos vinhos e espumantes produzidos."
O consumidor é outra das variáveis que entra na equação. Os vinhos devem ter "o perfil adequado a cada nicho de mercado, dentro das castas permitidas na região, mas continuando e reforçando a genuinidade dos vinhos com as castas tradicionais da Bairrada."
Afinal, "'vinhos de quinta' não facilitam a vida às adegas Cooperativas", lembrou o presidente da autarquia local João Moura.
"Ainda se produz quantidade significativa de maus vinhos em Portugal"
A Viticultura foi o tema central das duas palestras apresentadas hoje, durante o encontro. Anabela Andrade, técnica da Direcção Regional de agricultura e Pescas do Centro, referiu-se à "Viticultura baseada na casta Baga"
Esta casta é "tida, quer queiramos, quer não, como ex-libris". Trata-se de uma casta que apresenta características como "vigor forte", "elevada fertilidade"," maturação tardia" e que dá "aptidão ao vinho para envelhecimento."
Mesmo depois da plantação de outras castas "a baga continua presente e continua a ter um peso muito forte nos encepamentos tintos da Bairrada. Não podemos ter dúvidas que vai continuar associada à Bairrada, como região de produção de vinhos de qualidade."
Porque ela é "capaz do melhor e do pior, emblemática e problemática", Anabela Andrade lembra que a sua condução implica a atenção a um conjunto de factores e de técnicas que devem ser escolhidos em função das características do solo, clima, características da casta, nível de vigor, tipo de colheita, entre outros.
"Viticultura para vinhos de qualidade" foi o segundo tema da manhã, abordado por Luís de Carvalho. Este consultor lembra que "ainda se produz quantidade significativa de maus vinhos em Portugal. Assim sendo, parece-me imperativo que continuemos a trilhar o caminho da qualidade"
O momento para agir é o da plantação da vinha, uma vez que "depois de uma vinha estar instalada, já não há muito a fazer." Luís de Carvalho reforça que "cada vez mais é consensual que a qualidade dos vinhos tem origem na qualidade da matéria-prima."
Trabalho de colaboradores e associados distinguido
Um colaborador e um associado viram hoje o seu trabalho reconhecido pela Adega Cooperativa de Cantanhede. À semelhança do que vem acontecendo em anos anteriores voltaram a ser entregues as distinções de "Colaborador do Ano" e de "Associado do Ano."
Lino José Lopes Baptista foi o colaborador distinguido. Aquele que é o colaborador mais antigo, desde 1966, viu serem-lhe reconhecidos o empenho e a dedicação.
Amílcar de Oliveira Fontes foi o escolhido para "Associado do Ano." É um reconhecimento do espírito de preocupação pela obtenção e entrega de "uma produção de qualidade."
A direcção da Adega quis ainda expressar um agradecimento a José Canha, figura com passagem pela direcção de diversos organismos, pelo seu "empenhamento na resolução de problemas" e pela forma como conseguiu "retirar obstáculos."
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